Melhoria das condições de vida: geração de trabalho digno e renda, segurança alimentar e nutricional, saúde, educação.

July 5, 2017

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Brazil

Melhoria das condições de vida: geração de trabalho digno e renda, segurança alimentar e nutricional, saúde, educação.

Sobre esta organização: 

Nome: Associação dos Agricultores Agroflorestais de Barra do Turvo e Adrianópolis - Cooperafloresta

País: Brazil

Ano de fundação: 2003

Tipo de organização:  Associações ou organizações de base comunitária / Estatuto sem fins lucrativos legalmente reconhecido / Empresa ou negócio comunitário / Negócio cooperativo / Grupo ou associação de minorias étnicas

Descrição breve

A perspectiva de um trabalho coletivo de cooperação, entre as famílias associadas e a natureza através das agroflorestas, para o enfrentamento dos desafios cotidianos contou com muita determinação e dedicação das famílias agricultoras, além de recursos para realização de diversas atividades (prática e teóricas), adquiridos a partir de projetos financiados por diversas instituições.
Desta forma buscou-se promover o desenvolvimento rural sustentável a partir da construção/transformação da cultura e agricultura tradicional por meio da agroecologia e dos sistemas agroflorestais. O trabalho conjunto possibilitou a retomada da autonomia na produção de alimentos (potencial de produção de 40ton de alimentos/ha/ano) de qualidade para consumo da família e, com a estruturação da comercialização e agroindústria multifuncional (atualmente produzindo: polpas de frutas, geléias, doces de corte, frutas desidratadas, farinhas e minimamente processados, com potencial para produção de sorvetes e picolés), a geração de renda (pela produção e comercialização dos produtos in natura e processados, e abertura de postos de trabalho na equipe técnica, de comercialização e da agroindústria).
O movimento tem provocado resultados significativos como o aumento da saúde dos membros da família, mais felicidade, esperança no futuro dos filhos e das comunidades e elevação da autoestima de todos, com destaque para as mulheres e jovens, desta maneira permite-se até a sonhar que uma “nova sociedade” é possível.

Elemento ambiental

Florestas / Montanhas / Zonas húmidas / Rios / Vida selvagem

 Tipo de ação

Proteção / Recuperação / Uso sustentável / Troca de benefícios / Prevenção de poluição / limpeza / Consciencialização e educação

Elemento de desenvolvimento sustentável

Emprego e subsistência / Segurança alimentar / Segurança de abastecimento de água / Redução do risco de catástrofes / Saúde / Ação climática

Objetivo(s) de Desarrollo Sostenible Relacionado(s)

        

Impactos ambientais

Um dos impactos significativos da iniciativa refere-se à área necessária para o plantio e produção de alimentos. Enquanto a agricultura tradicional se utiliza de, aproximadamente, 25 hectares por família por ano, a agrofloresta se utiliza de cerca de 2,5 hectares por família, sem aumentar apenas manejando este ao longo de muitos anos. A diminuição do tamanho da área necessária para a produção de alimentos resulta em maior conservação da floresta. Tem-se que nos sítios das famílias cooperadas, para cada hectare de agrofloresta há 4 hectares em processo de regeneração natural, totalizando algo em torno de 200 há de agroflorestas e 800 hectares de áreas onde predomina o processo de regeneração natural e a intensidade de manejo (principalmente plantio de enriquecimento) é baixa. Ressalta-se, também, a diversidade de espécies vegetais utilizadas, com recuperação de algumas espécies praticamente extintas na região (como: o palmito-juçara, Euterpe edulis) e a utilização de sementes crioulas.

Impactos de desenvolvimento sustentável

Considerando as dimensões do desenvolvimento sustentável: econômica: aumento de renda na proporção de 0,17 salários mínimos mensais para 2 salários/mês; aumento da produção e diversificação de alimentos para consumo da família, processamento e comercialização (mais de R$1milhão em produtos comercializados em 2016); diminuição da despesa com alimentos; melhor distribuição de renda e aquecimentos da economia local e regional; ecológica: não utilização de insumos químicos, melhoria nas condições das florestas, solos, cursos d’água e fauna; sociocultural: reconhecimento social da iniciativa, elevação da autoestima, segurança alimentar e novos alimentos inseridos na dieta das famílias; política: parcerias com organizações agrícolas e de ensino, visibilidade junto a administrações locais, estaduais e nacional, participação na construção de um mercado consumidor ético, social e ambientalmente correto; e territorial: diminuição do êxodo de jovens, aumento da identidade com o lugar.

Redimensionabilidade

O tempo de maturação das ações da Cooperafloresta, que se mantém atuante ininterruptamente desde 1996, tem demonstrado a possibilidade da produção agrícola associada à manutenção e recuperação da floresta e dos serviços ambientais a ela associados. A realização de intercâmbios com outras comunidades de pequenos produtores tem propagado a possibilidade de atuação autônoma, a partir do trabalho coletivo, com a responsabilização também coletiva na tomada de decisões. Entretanto, é a manutenção e ampliação das políticas públicas, definindo assistência técnica e financiamentos específicos para este tipo de iniciativa, que possibilitarão a efetiva expansão à escala nacional.

Reprodutibilidade

A replicação da ação tem se dado por meio de intercâmbios com outras comunidades, cursos de formação para jovens agricultores e para profissionais técnicos. As parcerias têm representado papel fundamental, seja na orientação técnica a famílias agricultoras, seja no favorecimento à comunicação com outras entidades e instituições. A Cooperafloresta, contribuiu e tem contribuído em atividades de formação e planejamento para o plantio de agroflorestas junto a centenas de famílias assessoradas por instituição parceiras, como: Associação para o Desenvolvimento da Agroecologia (AOPA), Centro de Desenvolvimento Sustentável e Capacitação em Agroecologia (CEAGRO), Associação de Trabalhadores na Educação e Produção em Agroecologia Milton Santos, Escola Latino Americana de Agroecologia (ELAA), Centro de Formação Sócio-Agrícola Dom Hélder Câmara, Instituto Técnico de Educação e Pesquisa da Reforma Agrária (ITEPA), Instituto Técnico de Ensino, Pesquisa e Extensão em Agroecologia Laudenor de Souza.

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