Extração de Açaí

July 6, 2017

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Extração de Açaí

Sobre esta organização: 

Nome: Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá

País: Brazil

Ano de fundação: 1993

Tipo de organização:  Associações ou organizações de base comunitária

Descrição breve

O interesse pelo aproveitamento do açaí nativo proveniente da floresta local teve início a partir de um curso de açaiculcor oferecido pelo Programa de Ensino Técnico e Profissionalizante – PRONATEC, do Governo Federal, através da parceria entre o órgão gestor da Reserva (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - IFAC. Em 2014, formaram-se na primeira turma 28 alunos e na segunda outros 30 alunos.

Em 2015, logo após a capacitação, a comunidade teve acesso à um pequeño apoio financiero do governo americano através da USAID e com isso decidiu construir uma agroindustria de beneficiamento de pola de frutas, com foco no aproveitamento do açaí, por ser uma fruta abundante no local e com alto valor e aceitação de mercado.

Esse projeto representou a primeira agroindustria localizada em uma Reserva Extrativista no estado do Acre/Brasil. O fato da concepção e também da gestão do empreedimento ser totalmente de base comunitária também foi outra inovação.

Para apoiar ainda mais a iniciativa da comunidade e pensando na profissionalização e ampliação do negócio, o ICMBio ofereceu também, através do PRONATEC, os cursos de Administrador de Empreendimentos Florestais de Base Comunitária, Fruticultor e Processador de Frutas.

Em 2017 a comunidade inicia o terceiro ano do empreendimento, gerando trabalho e renda para as famílias extrativistas e preservando a floresta.

Elemento ambiental

Florestas

 Tipo de ação

Proteção / Uso sustentável / Consciencialização e educação

Elemento de desenvolvimento sustentável

Emprego e subsistência / Segurança alimentar / Saúde

Objetivo(s) de Desarrollo Sostenible Relacionado(s)

        

Impactos ambientais

O interesse pelo aproveitamento do açaí nativo teve início a partir de um curso de açaiculcor oferecido pelo Governo Federal. Em 2014, formaram-se 58 alunos. Em 2015, a comunidade teve acesso à um apoio financeiro da USAID e com isso decidiu construir uma agroindustria de beneficiamento de pola de frutas, com foco no aproveitamento do açaí, por ser uma fruta abundante no local e com alto valor e aceitação de mercado. Esse projeto representou a primeira agroindustria localizada em uma Reserva Extrativista no estado. O fato da concepção e também da gestão do empreedimento ser totalmente comunitário também foi outra inovação. Pensando na profissionalização e ampliação do negócio, o ICMBio ofereceu também os cursos de Administrador de Empreendimentos Florestais Comunitarios, Fruticultor e Processador de Frutas. Já foram mapeados mais de 10.000 ha de açaí na Reserva. Em 2017 a comunidade inicia o terceiro ano do empreendimento, preservando a floresta e gerando trabalho.

Impactos de desenvolvimento sustentável

A construção da agroindustria e o desenvolvimento da cadeia produtiva do açaí tem efeitos em todos os aspectos do desenvolvimento sustentável. Do ponto de vista social, incentiva a produção coletiva, e preserva a memoria e da cultura das famílias extrativistas. Há o aprendizado de novas técnicas para beneficiamento e aproveitamento. Por ser um alimento desejado na dieta dos extrativistas porém nem sempre presente, tendo em vista o processo artesanal de obtenção, com a construção da agroindustria as famílias passaram a consumir o açaí mais regularmente. O fato de promover o envolvimento de jóvens e mulheres no processo. Ambientalmente, o desenvolvimento da cadeia do açaí ajuda a preservar a floresta pois a produção depende de uma floresta saudável e produtiva. Possibilita a ocupação dos extrativistas em um trabalho que preserva a floresta em pé.Económicamente têm possibilitado a geração de trabalho de 20 famílias com um ganho de 800 reais/mês com tendencia é crescer.

Redimensionabilidade

A escala de produção pode ser ampliada tendo em vista que a capacidade de produção ainda não foi atingida. A coleta do açaí é um fator limitante do processo porém a intenção é envolver outros comunitarios através da compra direta do açaí e assim ganhar escala.

A venda direta para o governo também é outra possibilidade para ganhar escala, sendo que a entrega do produto será nas próprias escolas da Reserva, diminuindo assim custos de logística.

Como a produção ainda está no início, há grande capacidade de ganhar escala no curto prazo, beneficiando assim mais famílias extrativistas.

Reprodutibilidade

A replicabilidade da ação é possível tendo em vista que as técnicas para produção de polpa de açaí são conhecidas, sendo necessária apenas a estrutura com exigencias sanitárias para a produção, tendo em vista ser um produto para consumo humano e que demanda altos padres de higiene.

Existem muitas áreas potenciais na Amazônia e além do açaí nativo, também há a possibilidade de plantio de açaí. Inclusive o açaí está sendo muito utilizado para recuperação e aproveitamento de áreas degradadas.

Assim, a replicabilidade é possível porém é necessário que seja um local com energía elétrica e próximo do mercado consumidor com boa estrutura logística pois o custo para manter o produto congelado é alto.

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